terça-feira, 24 de abril de 2012

CONCEITOS SOBRE OBJETOS DE APRENDIZAGEM

Pesquisando sobre Objetos de Aprendizagem vi (juntamente com meu comparsa Daniel), que existem vários autores que escrevem vários conceitos sobre o tema. 
Mas cada um de nós, considerou um conceito, digamos, mais apropriado. Destacamos:


"o termo objeto educacional (learning object) geralmente aplica-se a materiais educacionais projetados e construídos em pequenos conjuntos com vistas a maximizar as situações de aprendizagem onde o recurso pode ser utilizado. A ideia básica é a de que os objetos sejam como blocos com os quais será construído o contexto de aprendizagem".                        

Marie Christine Fabre


'(...) a definição de Wiley (2002: 6) na qual afirma que um objeto de aprendizagem “…é um qualquer recurso digital que pode ser reutilizado para suportar a aprendizagem" [...] O fato de os objectos de aprendizagem serem formados preferencialmente por unidades de formato reduzido que, no entanto, são dotadas de um modelo organizacional próprio num quadro   pedagógico,   permite   e   encoraja   a   sua   utilização   numa   perspectiva   flexível   das configurações   dos   processos   de   instrução   e   aprendizagem'.

Paulo Dias



Pois é...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sobre a Apresentação dia 24/04 na Aula de Bonilla

Amigos, cidadãos romanos...




O tema Objetos de Aprendizagem não é fácil mesmo.
Eu e Daniel iremos nos apresentar nesta terça 24/04... digamos que iremos compartilhar nossas dúvidas!!!

Segue uma espécie de 'breve roteiro' dessa apresentação:


Primeiro Momento: O A's de que lugar e de que coisas estamos falando;
O RIVED e o CESTA

Segundo Momento: uma perspectiva conceitual sobre o tema:
AA
ROA
Objetos de Aprendizagem; Recursos Educacionais Abertos; Recursos de Aprendizagens Digitais


Terceiro momento: Proposições de questões para alimentar o debate.

Pois é isso ai amigos.
Teremos um tempo de (talvez) 20 minutos de apresentação e o tempo restante para o debate - antes das apresentações dos colegas, é claro.
Os textos propostos por nós foram lançados na lista. São sugestões.

... Que a força esteja com você!!!
e conosco também.

abr

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Peso do Natimorto

Da nossa última aula com a Profª Bonilla (03/04/2012) saí bastante pensativo. Triste na verdade.

Discutíamos, dentre outras tantas coisas, sobre a diferença entre Cultura Digital e Cibercultura. Liamos as contribuições do Prof André Lemos, Santaella e Rogério da Costa sobre o tema e dessas recaímos no problema do modelo atual de educação em nosso país - Aquele que conhecemos que abarca a velha máxima de “... novas ferramentas, para velhas práticas” ou (“Bolo velho com cobertura nova”)

Minha tristeza deriva do fato de que estávamos juntos, mestrandos e doutorandos, numa sala de aula, numa noite quente de terça feira discutindo sobre conceitos importantes que por certo mudariam a educação no Brasil para melhor, enquanto a realidade das escolas, principalmente no interior de nosso Estado passam por dificuldades de infraestrutura e de saneamento básico.

Computadores sem rede elétrica.

A tristeza dá lugar à raiva quando se pensa na perspectiva monádica das políticas públicas que se encerram em si mesmas e que não ouvem as vozes que vem das ruas e que não saem dos gabinetes para ver a realidade do dia a dia das escolas.

As vezes temos quase que a necessidade de achar um culpado... ai vem o Estado e a sua falta de interesse político para resolver esses problemas. Mas como dizem, 'o buraco é sempre mais embaixo'. E nesse caso, mais em cima... refiro-me ao modelo de desenvolvimento que escolhemos para o nosso país que, na educação principalmente, prioriza e permite a gestão de organismos internacionais que injetam recursos no Governo Federal voltado para esse segmento.

Escolhemos. Permitimos.

Quem paga dá as cartas. E as cartas, nesse caso, podem ser definidas como resultados positivos nos níveis de aprovação - a qualquer custo. Adotamos a política de “alfabetização” invés de “formação”. Pode parecer simples, mas quando se utiliza da noção de alfabetização, essa palavra vem carregada consigo de um contexto equivocado de educação que vem desde a prática jesuítica de catequese .

O equivoco deriva da ideia de que alfabetizar o Brasil significa 'dar, permitir acesso'; Por sua vez dar acesso tem a ver com distribuição massiva; distribuição massiva tem a ver com política das/ para as massas. Os RECNEI'S, LDB's, PCN's obedecem a essa mesma prática: Produção para resultados. Isso me fez lembrar da política dos órgãos de fomento em pesquisa no Brasil a exemplo da FAPESB e CAPES e a busca pela produção e pela 'quantidade' do Lattes.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o BM (Banco Mundial), por exemplo, determina quanto e como devem ser aplicados esses recursos em educação no Brasil. O troço é tão 'escroto' (perdoem-me o uso da palavra. Só consegui pensar nela) que cada criança torna-se um dado para bases estatísticas onde sua aprovação representa um valor a ser investido e cada aluno reprovado representa dois números negativos, ou seja, duas vezes menos o valor do recurso equivalente aos aprovados. Daí justificam-se as aberrações que todos conhecemos e a busca desenfreada pela aprovação nas escolas públicas e também em algumas instituições privadas de ensino superior.

O UCA por exemplo, foi atingido por essa prática perversa. Primeiro porque, como disse bem a Professora Bonilla, na concepção política brasileira, 'qualquer coisa' serve para a escola. Os computadores destinados a esse projeto mais parecem processadores de texto e que estão muito aquém da qualidade mínima exigida para o uso em sala de aula. Por certo, esses 'gestores terceirizados' não sabem da potencialidade que as TIC podem oferecer à educação. Nossas políticas públicas, se orientadas por essa prática perversa, são natimortas, fadadas ao fracasso. A não ser que os resultados obtidos até agora, baseados na distribuição, sejam a referência.

E gerações e gerações continuam a carregar esse peso natimorto.

Em outra postagem eu citava um texto do prof. Claudemir Bellintane que discutia sobre o avanço das TIC na sala de aula e o exemplo que ele usou entre os suportes pergaminho e o códice (forma de encadernação). Além de uma fantástica evolução no que se refere a leitura e interpretação dos textos (que não eram mais feito de maneira linear e poderiam ser revistas e comparadas), houve um hiato entre a passagem de um suporte para o outro. E desse hiato de tempo, houveram 'resistências'.

Talvez estejamos ainda passando por esse hiato de tempo entre o suporte físico e o virtual (repito). Mas podemos e devemos mudar a concepção de educação que tanto nos aborrece, entristece e atrasa. Temos hoje acesso à informação e elementos técnicos e conceituais suficiente que por certo nos permitiriam uma ruptura com esse modelo de educação que temos – aquele das velhas práticas. Precisamos, não sei de que forma, romper com essas amarras que nos impedem de produzir qualitativamente cidadãos invés de quantitativamente indivíduos.

Em sua fala, Profª Bonilla dizia que não concorda com a expressão “Inclusão Digital” e que por falta de outra essa é a coletivamente usada por diversos autores e pensadores e serve como uma luva às aspirações e discursos contidos nos documentos oficiais que contemplam nossas políticas públicas em nosso país e de quem as produz.

Talvez a 'negativa' da Profª Bonilla a essa expressão deriva-se do fato de que a palavra 'inclusão' remete a essas práticas perversas e equivocadas; Talvez porque a palavra 'inclusão' também lembra a política de 'alfabetização' e de 'acesso massivo'; 'Incluir' significa, também, tirar de um lugar ou condição e colocar em outro, fazer pertencer a um lugar ou condição que não se pertencia.

É só isso que queremos??? É disso que precisamos? É isso que buscamos??? Não. Mas é isso que temos e também o que produzimos.

Talvez tenhamos que pensar na possibilidade de uma 'Formação Digital' que não signifique apenas fazer pertencer... mas pertencer e dialogar até mesmo criticamente a essa nova pertença. É fazer com que se contribua social e coletivamente. Mas a pergunta persiste: O que estamos fazendo para que isso aconteça?

É claro que não podemos 'jogar fora a criança junto com a água do banho'. É claro que a Cibercultura / Cultura Digital não fará com que se apague tudo de bom que foi feito no passado – e nem é essa a proposta. Mas o certo é que podemos e devemos repensar e resignificar nossas antigas práticas e modelos. Mas essa mudança tem que ser realizada horizontal e verticalmente.

Dai, talvez, as discussões parem de ser mais sobre o novo penteado da atriz famosa e seja mais voltados para um bem (aristotélico) coletivo que diga mais sobre nossas vidas, sobre o nosso futuro e sobre as nossas possibilidades de construção e harmonia coletiva por meio principalmente da educação.

terça-feira, 27 de março de 2012

Pra distrair... ninguém é de ferro!!!

Acabei de sair da aula de Bonilla no Doutorado.
Muitas discussões que renderam muito pano pra manga.
Comentei como colega Daniel (e com a turma) que iria postar um vídeo engraçado e muito inteligente do Comédia MTV.
Pra descontrair.

Vejam:

http://www.youtube.com/watch?v=LL_sjfY6x60

Reflexões a partir do texto de André Lemos: Cibercultura como Território Recombinante.


Professor André Lemos nos dá uma perspectiva de leitura e compreensão sobre as principais características e efeitos da/na sociedade tecnológica a partir de uma ideia/hipótese/conceito de 'recombinação'.

Recombinar é uma marca latente de outro conceito: o de cultura. Toda cultura é híbrida, recombinante. E chama atenção do leitor quando alerta para o fato de que qualquer tipo de cultura quando se fecha em si mesma, quando torna-se uma mônada leibniziana, que se inicia e se encerra em si mesma, está eminentemente natimorta. Leia-se o ideal do projeto iluminista e em parte do 'projeto' do chamado Romantismo alemão.

Este professor trata no texto, a ação do verbo 'recombinar' principalmente para o contexto da cultura, do comportamento e da noção de território. Esse pequeno texto é a minha reflexão sobre esses dois primeiros contextos.

A sociedade tecnológica dá um novo dinamismo a essas noções e exige uma releitura de sua aplicabilidade no campo prático social.

Não sei se Lemos é leitor do frankfurtiano vanguardista, Walter Benjamin, mas os dois concordam que o que chama mais atenção nessa nova configuração social é a 'velocidade'. A velocidade com que se produz informação, a velocidade com que a tecnologia se desenvolve, a velocidade como a sociedade se reconfigura a partir dela. Para Benjamin, a velocidade seria a dádiva e o problema da 'modernidade'. E ele tinha razão.

Para Lemos a tecnologia da comunicação e informação estabelece de certa maneira uma divisão na história (período) do que se entende por era da 'cultura massiva' e da 'cultura pós massiva'. Quanto a cultura massiva ele compreende, assim como a Escola de Frankfurt, o período da sociedade pós revolução industrial até meados do século XX e como cultura pós massiva o advento das tecnologias da comunicação e informação até os dias de hoje.

Tem algo no texto que me incomoda ou me intriga justamente por não estar convencido de tal afirmação ou até por ter uma leitura incipiente sobre o tema: Lemos afirma que “A cultura digital pós massiva não representa o fim da industrial massiva. Por sua vez a industria massiva não vai absorver e 'massificar' a cultura digital pós massiva”.

Eu sou pouco relutante quanto a essa afirmação. 'Peraí' que te digo:

Primeiro temos que analisar o que significa o termo 'massificação'. Por certo não é um termo que atende tão somente a um recorte histórico determinado, mas, devemos admitir, que a sua ênfase, ou a aplicação desse termo foi mais adequada em Marx (quanto a questão da ideologia e da alienação) e nos frankfurtianos (quando uma analise da cultura, da formação cultural e da produção cultural na contemporaneidade).

A grosso modo, 'massificar' significa: Característica das sociedades desenvolvidas, para as quais o nível de vida tende a assumir valores padronizados; uniformização. Mas não podemos esquecer que tanto para Marx quanto para os frankfurtianos, 'massificar' não está ligada somente ao resultado, mas também ao processo formativo.

Dessa maneira 'massificar' é o plano 'arquitetado' em produzir cultura verticalizada como mercadoria inócua ao processo formativo e emancipatório do homem; 'massificar' é também o processo de facilitação ao acesso (acessibilidade) a esses bens culturais. Em termos, se facilita ao acesso desse tipo de cultura inócua e depois se tem uma sociedade reificada por esse consumo, por esse processo. Massificar é tornar massa; é uniformizar comportamentos.

Assim, na minha leitura, no meu ponto de vista (e volto a afirmar que por ser incipiente pode estar totalmente incorreta), a sociedade da informação ela já está massificada e isso pode ser visto com o comportamento dos usuários dessa tecnologia. O que não é massificado são as produções individuais dentro da rede.

Mas como o próprio André Lemos afirma, a cibercultura recombina a cultura e modifica todas as produções culturais em todas as instâncias da sociedade. A televisão hoje em seu conteúdo de programação é uma espécie de reflexo do que está fora dela. É um conteúdo planejadamente massificado em que se repetem fórmulas que dão certo.

Os Reality Shows por exemplo são a oferta de 'fuga' de um comportamento massificado da sociedade da cibercultura. Explico... os reality shows dão tão certo e atingem picos de audiência por oferecer, ao seu consumidor, uma vivência diferente da sua vivência habitual. É uma espécie de 'fuga' da sociedade como ela se vê hoje permeada e por vezes definida por essa tecnologia.

Não é admissível aos confinados qualquer contato com o mundo exterior a aquele e a proibição total de uso de equipamentos eletrônicos ligados à rede ou de comunicação à distância. As pessoas estão lá para interagir e experimentar situações e sensações que só podem ser sentidas, na grandeza de sua totalidade, se na condição face to face. Que situações e sensações são essas: medo, angústia, tristeza, conflitos pessoais, conflitos coletivos, alegrias, tristezas, raiva, frustrações dentre outras tantas.

Você se interessaria por um participante de um reality shou que estivesse fazendo o mesmo que você: twitando ou atualizando o seu blog ou conversando via mensseger, ou mexendo no seu tablet?

Imagine se os chamados 'brothers' estivessem discutindo diariamente do período de confinamento, sobre temas como filosofia política, problemas da educação no século XXI ou sobre Literatura comparada???

Numa reportagem vi que na Europa e nos Estados Unidos existem lugares específicos em que as pessoas pagam para entrar para tentar se 'desligar do mundo lá fora'. É o lugar que eu chamo de 'desintoxicação da conexão'. É um lugar 'mágico' (hahahaha) em que você simplesmente se desconecta, despluga-se. É um ambiente pensado nos mínimos detalhes para que você se sinta relaxado e distante da necessidade de estar 'ligado a' .

Sim, a cultura pós massiva já é massiva. E volto a afirmar que as produções é que são tão distintas. Mas temos que ter cuidado para que essas produções não sejam também massificadas e que não se tornem um substrato de si mesma repetindo-se e repetindo-se.


Vou ali.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sobre o Vídeo: Fronteiras do Pensamento - com Zygmunt Bauman


Sim, assisti ao vídeo.

Minha conclusão??? Sinceramente, não sei nem por onde começar.
Isso porque Bauman, na sua fala, fez uma espécie de 'raio X' da considerada 'Pós-Modernidade'. E essa avaliação foi tão contundente, tão perspicaz que fica difícil de resumi-la. Daria pra extrair dela teses densas de Doutorado e Pós-Doc.

Lá vai a minha tentativa.

Ele discutiu sobre a mudança no século XX de Sociedade de Produção para Sociedade de Consumo; sobre a chamada fragmentação da vida humana; sobre a Crise da Identidade do indivíduo; Sobre o enfraquecimento da Democracia e a crise do conceito de Estado/nação dentre outros.

No entanto, o que mais me chamou atenção foi sobre a diferença entre Comunidades e Redes. Bauman analisa, de forma generalizada, que Comunidade é algo que estamos inseridos ao nascer (querendo ou não), e que numa Rede, o princípio básico é o de estar ou não conectado - basta a ação de delete que vc estará ou não inserido em determinado grupo e excluir ou não uma pessoa do seu ciclo de amizades. Conecta-se ou desconecta-se.

O verbo 'conectar', no entanto, tem um sentido bem amplo: Deriva-se do Latim: CONNECTIO, “ligamento, junção”; É formada por COM, “junto”, mais NECTERE, “atar, unir”; Unir ou unir-se através de uma conexão; É ficar ligado em alguma coisa, ou seja, ficar fixado. Conectar, segundo o Dicionário Aurélio, dando um sentido atual a palavra, significa ter acesso a, ou contato com alguém, determinadas informações, serviços, entre outros, através de dispositivos computacionais postos em comunicação entre si.

Vamos mais fundo na etmologia da palavra e dar uma conotação mais contundente: pensar na conexão intrauterina entre mãe e filho. A pergunta é: 'Hoje, estamos realmente conectados?'. Estamos fazemos 'amigos' e ficamos invisíveis para o outro.

Quando este pensador discute sobre a diferença entre Redes e Comunidades, não dá apenas a perspectiva de explicitar conceitos, mas de fazermos pensar em questões atualíssimas e centrais como por exemplo as relações públicas e privadas mudaram em detrimento ao progresso da técnica na sociedade da Informação e Comunicação. Ele pergunta: “Que tipo de momento\ordem social vivemos hoje?”.

Encurtamos distâncias, quebramos barreiras, criamos um mundo sem fronteiras, socializamos e compartilhamos o conhecimento... a forma como nos comunicamos hoje em rede é incrível, é impressionante. E também incrível e impressionante é a forma como a técnica (re)configurou noções sólidas a exemplo do Estado. Qualquer alteração seja ela de ordem econômica, política ou social em qualquer parte do mundo, configura-se em reações em cadeia, em consequências vislumbradas em qualquer outra parte do mundo.

Quando ele pergunta que tipo de momento vivemos hoje, está perguntando também que tipo de indivíduo nos tornamos? Que tipo de sociedade estamos construindo?
Terceirizamos nossas responsabilidades, pertencemos a todo e a nenhum lugar, estamos deixando como herança às futuras gerações um mundo a ser construído e reconfigurado a cada segundo. Isso é fantástico, mas quais as consequências disso?

Bauman afirma que um dos principais temores de sua juventude seria o de figurar a opressão vertical onde o Estado se rebelaria, a qualquer instante, contra o indivíduo. No entanto, hoje, lamenta, o perigo maior está derivando-se na instância horizontal onde o privado, onde o indivíduo não importa-se tanto nas discussões para resoluções de problemas no âmbito coletivo. Estamos nos tornando, segundo ele, mônadas isoladas que procuram resolver problemas pessoais e satisfazer a necessidades íntimas.

Num post anterior sobre um texto de Bauman, eu brincava criando uma metáfora dizendo mais ou menos que “...se estamos vivendo um momento de liquidez, então ora bolas, façamos um suco”. Mas depois desse vídeo penso sobre que gosto teria esse suco. Mais adiante eu questiono: que consequências esse suco trará para minha saúde e a saúde de meul filhos e netos?

Não se trata aqui de uma crítica ao uso da Tecnologia e sim ao seu uso instrumental (como ocorreu na crítica de Adorno e Horkheimer ao uso da razão instrumental) 

Finalizo esse brevíssimo comentário (brevíssimo devido a densidade do vídeo), sobre mais outro 'desconforto' que Bauman nos causa ao referir-se a amálgama entre Liberdade e Segurança. Segundo ele, uma coisa não vive sem a outra, numa justa medida, e que sempre buscaremos um equilíbrio entre esses dois binômios. O problema é que cedemos muito de nossa Liberdade individual em prol de uma segurança promovida pela esfera pública.

E o mais aterrorizante é que além de não percebermos a sutileza dessa troca, também não se sabemos exatamente o conceito, o sentido e nem a profundidade da palavra 'liberdade'... por outro lado, na era da Tecnologia, Informação e Comunicação, temos a certeza de que somos livres.

Agora vou comer um pouco de chocolate... Bauman me deprimiu demais.

domingo, 18 de março de 2012

Vídeos sobre Aprendizado Tangencial

Olá...
Abaixo, disponibilizo dois links de programas exibidos pela MTV Brasil, no ano passado, que oferecem uma preciosa introdução para quem se interessa sobre o tema 'Aprendizado Tangencial em Jogos Eletrônicos'.

abr

Vídeo 1
http://www.youtube.com/watch?v=DZRw7gRLX5E

Vídeo 2
http://www.youtube.com/watch?v=3nZx6d4mgcE